Percussão Corporal

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A percussão corporal é uma prática que pode ser utilizada, entre outras finalidades, como recurso sonoro e musical. Nos últimos 10 anos, mais atenção voltou-se para os tipos de técnica existentes e para os ainda em desenvolvimento.

Em várias culturas, podemos observar a presença da percussão corporal como recurso sonoro e musical. Em cada lugar, ela é desenvolvida dentro de um estilo e, conforme analisamos seu tipo de técnica e nível de complexidade, podemos até identificar diálogos com o respectivo contexto cultural.

A percussão, de modo geral, é uma prática bastante associada a culturas populares e a percussão do corpo acompanha este mesmo trajeto. Em atividades de cultura popular, dança e música trabalham quase sempre juntas, e nesses ambientes podemos encontrar vários tipos de percussão corporal.

O brasileiro Pedro Consorte vem trabalhando com percussão corporal há alguns anos, e atualmente participa do aclamado STOMP, grupo britânico subdivido em cinco grupos menores que se apresentam ao redor do mundo, misturando artes cênicas e percussão corporal. O STOMP é um grupo que tem pouca ou nenhuma melodia no sentido tradicional, baseando suas performances inteiramente em conceitos rítmicos.

O próprio Pedro Consorte conta sua história:

“Quando comecei a trabalhar para o STOMP, fiz parte da turnê européia e viajei para Rússia, Itália, Inglaterra, Alemanha, Áustria e Suíça. Por volta de seis meses depois, fui transferido para o elenco de Londres, que é onde estou neste momento. Existem quatro elencos ao redor do mundo: Londres, Turnê Européia, Nova Iorque e Turnê Americana.

Para fazer parte do STOMP, você tem que participar de uma das audições abertas e foi isso que eu fiz. Saí do Brasil, cheguei em Londres, fiz a audição e esperei por dois meses até receber a notícia de que havia sido escolhido para o treinamento. Acho que no meu caso, me destaquei principalmente pela percussão corporal, que era o meu forte na época. Mas também foi importante mostrar uma boa noção cênica e de movimento.”

Video de divulgação do STOMP

Pedro continua: “O STOMP sempre conta com um elenco bastante diversificado e com ótimos profissionais, que vêm das mais diversas formações e cantos do mundo. É muito inspirador e estimulante poder conviver diariamente com ótimos bateristas, atores, dançarinos e outros artistas. Além de nós já entrarmos no show com as nossas próprias habilidades, o show em si nos estimula em novas direções, o que faz com que surjam novas competências e aptidões.”

Pedro Consorte demonstra alguns exercícios de percussão corporal

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E continua, explicando como se interessou e desenvolveu o trabalho de percussão corporal que o levou a buscar espaço fora do Brasil:

“Eu nasci em uma família fantástica de músicos, artistas, intelectuais e pessoas muito sensíveis e inteligentes. Isso tudo acabou sendo uma enorme fonte de estímulos que, já desde pequeno, me contaminaram e direcionaram para o caminho das artes.

Com 3 anos de idade, ganhei uma bateria e, durante a minha infância, sempre participei dos ensaios que aconteciam em casa. Inclusive, considero o suporte da minha família um dos principais responsáveis pelo meu sucesso pessoal e profissional. Sem ele, tudo teria sido muito diferente.

A percussão corporal foi algo que eu comecei a desenvolver instintivamente, principalmente depois ver pela primeira vez o trabalho do Barbatuques. Quando entrei no Ensino Médio, comecei a fazer aulas extracurriculares de Percussão Corporal com o Cadu Granja. Porque eu já tinha alguma experiência com percussão e música, me destaquei nas aulas e, pouco depois, fui convidado a participar do Grupo de Estudos orientado pelo Fernando ‘Barba’ (criador dos Barbatuques).

A percussão corporal e a percussão com instrumentos mais convencionais sempre andaram juntas na minha vida. Hoje, trabalhando no STOMP, acabei adicionando um terceiro elemento: a percussão com objetos aleatórios.

Além da música, sempre estive envolvido com outras linguagens artísticas e sempre achei muito interessante a mistura e a conexão entre as diferentes áreas das artes. Esse interesse foi se desenvolver mais quando cursei Comunicação das Artes do Corpo, na PUC-SP, onde descobri um mundo novo de conhecimentos, vistos agora do ponto de vista do corpo.

Ultimamente, tenho me interessado bastante por relações entre o corpo, o som e o movimento e, baseado nesses tópicos, venho desenvolvendo minhas pesquisas e fazendo o máximo possível para compartilhar essas experiências com outras pessoas.

Ainda quero estudar muito e explorar as diferentes áreas das Artes Performáticas, mas, por enquanto, minhas principais atividades estão ao redor das seguintes atividades: STOMP, London Body Music Jam, Grupo de estudos Fritos (SP), workshops/treinamentos, artigos para sites/revistas e projetos para a comunidade internacional de Percussão Corporal”, finaliza.

FONTE: http://www.drumchannelbrasil.com.br/artigos/13-artigos/563-percussao-corporal.html

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