Percussão Corporal e Dança Contemporânea no Brasil

ceucampolimpo

(…) Núcleo OMSTRAB, que está sediado na cidade de São Paulo e é dirigido por Fernando Lee. O OMSTRAB realiza produções desenvolvidas a partir de pesquisas que seguem um conceito de integração de linguagens (dança contemporânea, música ao vivo e teatro), dedicando-se à cria ão de um musical brasileiro contemporâneo.

“O ambiente e a inspiração são o universo interativo rural/urbano, popular/pop, informação oral/mídia eletrônica, micro/macro espaço, visando à elaboração de uma linguagem cênica contemporânea.” (declaração no site do Centro Cultural São Paulo).

Com mais de 18 anos de atividade continuada, o Núcleo já realizou mais de dez produções, contando com a participação de mais de cem profissionais, das mais diversas áreas do universo cultural paulista. Ao longo de sua trajetória, recebeu importantes prêmios e apresentou-se no exterior.

Paralelamente ao trabalho de criação artística, o OMSTRAB realiza regularmente um trabalho didático e de formação de público através de oficinas, aulas- espetáculos, debates e performances em espaços públicos, teatros de bairro, CEU’s (Centros Educacionais Unificados), casas de cultura e universidades.

Chacoalhar das pessoas dentro de ônibus e trens, aperto, vendedores ambulantes e pedintes, personagens e situações corriqueiras do cotidiano de quem usa o transporte público foram a inspiração para a coreografia Omnibus, do grupo Omstrab. A peça será apresentada amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil.

Um saboroso diálogo entre dança, teatro e música. A companhia explora situações do dia-a-dia em movimentos e cenas regadas à música ao vivo, executada pelos próprios artistas em cena. A proposta do grupo é criar um musical contemporâneo (…) “A inspiração para nossos espetáculos vem das festas populares, que lidam com as três expressões artísticas de forma descontraída, sem amarras”, diz o diretor Fernando Lee.

A trilha sonora de Omnibus segue essa tendência. Chorinho, caboclinho, ladainha de capoeira e modas de viola são executadas com alguns instrumentos pouco convencionais. “Não somos tradicionais todo o tempo, alguns objetos são apropriados de maneiras diferentes como uma roda de carro, buzinas e escapamentos, utilizados para percussão.”.

Os movimentos sofrem influência da formação clássica de Lee, que passou por companhias como o Stagium, Balé da Cidade e Grupo Marzipan. Artes marciais e pinceladas de improvisação constituem a peça. (Agencia Estado Online, 2002).

Em 1998, Sérgio Rocha, integrante do OMSTRAB, realiza seu último trabalho com o Núcleo e funda, em 2001, a Cia. Repentistas do Corpo.

A Cia. Repentistas do Corpo, fundada em 2001, é formada por artistas independentes do cenário da dança contemporânea brasileira que trazem significativa bagagem artística e cultural associada à proposta de pesquisa consistente e inovadora. A sua linha de investigação prática é a interdisciplinaridade entre a dança contemporânea, o teatro, a música e a percussão corporal em movimento buscando os possíveis pontos de convergência entre estas áreas e a sua abordagem conjunta. A inspiração para tanto vem das diferentes manifestações da cultura brasileira e suas identidades; especialmente a literatura, a música, as festas e os jogos; além do contexto histórico onde estão inseridos. Desta forma, estamos encontrando novos significados para nossa dança e nossa maneira de estar no mundo; sempre em movimento, com um corpo brasileiro. (CIA REPENTISTAS DO CORPO)

[…] a minha percussão corporal nasceu da vontade de praticar os ritmos dos tambores nos momentos de pausa das aulas e ensaios de dança. desta forma, a percussão no corpo já veio agregada aos movimentos e eu aproveitei para trazer o sapateado e a voz para alinhavar tudo resultando na “Percussão Corporal em Movimento”.

Quando fundamos a Cia. Repentistas do Corpo, em 2001, eu já estava com essa prática bem desenvolvida no meu corpo e comecei a ensiná-la aos bailarinos. O interessante é que a Cia. Repentistas do Corpo desenvolve um trabalho de dança contemporânea e teatro e une a percussão Corporal em Movimento para tornar mais instigante o resultado cênico.

Assim, vamos adaptando os formatos das cenas aos temas dos espetáculos que estamos criando; por exemplo: No “Cordel Encorpado” nós temos uma cena que é basicamente o som dos pés no chão, com batidas de mão no corpo e a música, escrita por mim, sendo cantada, ao mesmo tempo.

Já no espetáculo “Nessa Onda Que Eu Vou” temos bastante percussão corporal, ritmos feitos com a voz e sapateado nas coreografias. Nós vamos estrear nosso novo trabalho, em Maio deste ano, que vai se chamar “Tupiliques – O Espetáculo. Pretendemos colocar muita Percussão corporal em movimento; uma vez que será destinado para o público infantojuvenil que curte bastante a nossa linguagem.” (Entrevista concedida por Sergio Rocha, dia 15 de Março de 2014)26

Outro integrante do OMSTRAB que também possui um trabalho de percussão corporal é Pedro Peu, criador do grupo Batakerê, que se baseia nas danças brasileiras e inclui, nas suas apresentações, números de percussão corporal.

*Esse texto é um trecho da monografia “Por mais relações porosas: repensando a Percussão Corporal, a partir da Teoria Corpomídia

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