Crianças, brincadeiras e humanização.

brincadeiras-de-criancas

Muitos professores entram em contato comigo, pedindo brincadeiras já prontas, pra eles aplicarem nos alunos. E isso eu não tenho, porque trabalho de uma outra forma.

O que eu ofereço, cada vez mais, é um olhar sobre a essência dos jogos, um olhar sobre o ser humano como um todo. E isso pode ser muito útil, porque, além de poder servir como uma prática para desenvolver o olhar crítico, também serve aos professores como uma possibilidade de eles transformarem e recriarem as suas próprias brincadeiras.

Então vamos pensar no ser humano.. Desde que a gente nasce, passamos por muitas mudanças, muitos processos de transformação, certo? Ao mesmo tempo, se você parar pra pensar, tem coisas que permanecem com a gente, independentemente do que acontece durante a vida.

Algumas dessas coisas são extremamente básicas pra nossa espécie. Tão básicas que a gente muitas vezes acaba esquecendo. Porém, quanto mais nos lembramos delas, mais consciência e autonomia ganhamos, para transformar nossos ambientes cotidianos.

O oxigênio, por exemplo, é uma forma de nutrição do nosso corpo, desde que nascemos até o fim da vida. E, como o oxigênio, existem muitas outras coisas que também são fundamentais pra que a gente exista, principalmente se pensarmos em qualidade de vida. É pra essas coisas que eu sugiro que a gente olhe, quando quisermos pensar-transformar-criar dinâmicas-jogos-brincadeiras infantis.

Com esse processo de observação, a gente ganha mais consciência sobre nossas próprias necessidades como espécie e, consequentemente, mais autonomia e poder de transformação, não só nas atividades que aplicamos, mas também na vida como um todo.

O que eu to te contando aqui não tem nada de novo e eu sei que você já sabe de tudo isso! Mas, o que esse texto pode te proporcionar é, além de uma reflexão mais filosófica, um ponto de partida concreto para você rever os jogos que já usa e talvez até criar novas brincadeiras! Vem comigo…

Quais são as coisas mais fundamentais para o ser humano?

Pensa aí, mas pensa bem, porque, a partir do momento que você tiver essa lista de coisas fundamentais pro ser humano, você vai descobrir o segredo do sucesso de qualquer experiência humana. COMO ASSIM???

O que eu quero dizer é: quanto mais a gente levar em conta as necessidades humanas universais, enquanto estivermos criando nossos jogos e brincadeiras, mais os nossos alunos terão suas respectivas necessidades básicas acolhidas e, consequentemente, melhor eles se sentirão, mais felizes eles estarão, melhores serão os resultados, mais produtiva será a experiência. Faz sentido? Então vem…

Quais são as coisas mais importantes na vida pra você?

No fundo, bem no fundo, as suas e as minhas necessidades básicas são, muito provavelmente, as mesmas necessidades básicas que uma pessoa de 80 anos e uma criança de 3 anos também têm. Elas só mudam de configuração. Só mudam de formato. Mas, quando você encontrar as necessidades básicas por trás do que move as ações humanas, vai encontrar uma informação muito poderosa!

Se você conseguir identificar quais são essas necessidades humanas universais e usá-las como base para a construção das suas brincadeiras (ou, pelo menos, considerar essas informações nas brincadeiras que você já costuma aplicar), esse será um grande passo para o sucesso das suas dinâmicas. Sucesso em que sentido? Sucesso no sentido de poder proporcionar aos seus alunos uma experiência mais fluida, mais proveitosa, mais produtiva, mais HUMANA.

DICA: 

Essas aqui são as necessidades básicas que mais me ajudaram nos meus processos de criação de jogos:

INTEGRIDADE

AUTONOMIA

INTERDEPENDÊNCIA

LAZER

CELEBRAÇÃO

Essas palavras vieram de um livro sobre Comunicação Não Violenta, escrito pelo Marshall Rosenberg, e se você quiser ver uma lista ainda mais detalhada, com subcategorias, pode me pedir. Agora, se você olhou pra essa lista e ficou com um ponto de interrogação na sua cabeça, pensando:

–  Tudo bem. Já tenho a lista.. Mas, e agora..

Como eu transformo essas palavrinhas mágicas em dinâmicas/jogos/brincadeiras?

Calma, vamo lá! Se ainda não conseguiu visualizar como isso funciona, vem comigo que eu te ajudo. Estou reunindo um monte de gente que está interessada em pensar e agir dentro desse tipo de reflexão!

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Qualquer dúvida, escreva diretamente pra mim!

pedroconsorte@hotmail.com

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2 opiniões sobre “Crianças, brincadeiras e humanização.

  1. Olá, sou mãe de uma menina de 2a2m. E sempre me pego procurando brincadeiras que sejam proveitosas para ela com relação à sua educação e ao seu desenvolvimento. Mas… eu mesma me interrogo sobre a necessidade de apresentar para ela a minha forma de brincar, às vezes me pego ensinando como proceder naquela brincadeira, aí percebo meu erro. O brincar flui da pessoa/criança, ele é espontaneo, aliás, o brincar é a espontaneidade. No brincar não podemos incluir o certo nem o errado, o importante é apenas que haja interesse e que cada um desenvolva da forma que lhe agradar. E assim, tenho deixado minha filha mais solta para desenvolver as brincadeiras da forma dela, não é fácil para mim como mãe e como adulta, pois sempre queremos impor algo para as crianças, como se fossemos mais sábios. Obrigada pelo texto e pela reflexão gerada a partir dele.

    • Oi Bárbara! Primeiro de tudo, obrigado pelo comentário e pelo compartilhamento da sua experiência, que legal! Como pais, a gente só quer dar o melhor pros nossos filhos, né? E a única referência que a gente tem são as nossas próprias experiências. Elas são um grande parâmetro pra gente orientar os filhos. E essa orientação é super difícil. Esse equilíbrio entre cuidar e dar autonomia talvez seja o mais difícil de todos. O brincar é incrível e estar em contato com uma criança é uma oportunidade de refletir sobre esse momento tão especial. A lógica do brincar é quase inexistente na vida de certos adultos, e ela faz muita falta. Fico muito feliz de saber que você tem experimentado com a sua filha. Não tem resposta pronta, não tem fórmula né? Acho que é um constante experimentar, observar, refletir. Todas as vezes que eu senti que a minha mãe não estava me dizendo o que eu deveria fazer, mas estava comigo como cúmplice, investigando a vida junto comigo, me conectei muito com ela. O respeito dela por mim me fez respeitá-la ainda mais. Seguimos! =)

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